sexta-feira, 29 de março de 2013

Geografia na poesia (Itabira)

Poema de Carlos Drummond de Andrade fala da Itabira que permanece dentro dele... Mesmo distante, o estrangeiro carrega consigo o hábito da sua cidade.


CONFIDÊNCIA DO ITABIRANO
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
E o hábito de sofrer que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil;
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Durval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público. 
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!

Vista de Itabira, na década de 1960. Autor desconhecido.

terça-feira, 26 de março de 2013

As cidades

Em função de suas atividades (quando uma delas se destaca das demais), as cidades podem ser classificadas como turísticas, industriais, portuárias, comerciais, religiosas, universitárias, político-administrativas, ou ainda prestadoras de serviços. 

Exemplos

Aparecida do Norte, exemplo de cidade religiosa.




Brasília, centro político-administrativo.




Búzios, cidade turística.




Caruaru, centro comercial.




Cubatão, cidade essencialmente industrial.



Maringá, cidade prestadora de serviços.




Santa Maria, cidade universitária.




Santos, cidade portuária.




segunda-feira, 25 de março de 2013

Partidão completa 91 anos

Partido Comunista do Brasil (PCB) completa 91 anos de existência

Partido político de âmbito nacional fundado em 25 de março de 1922 com o objetivo principal de promover no Brasil uma revolução proletária que substituísse a sociedade capitalista pela sociedade socialista.
O congresso de fundação do PCB realizou-se em Niterói, reunindo alguns poucos operários e intelectuais do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Quase todos os fundadores haviam iniciado sua militância política nos meios anarquistas e só se converteram ao comunismo após a vitória da Revolução Russa de 1917. Apesar da pouca repercussão do congresso de fundação, já em junho de 1922 o governo de Epitácio Pessoa colocou o partido na ilegalidade, condição em que passaria a maior parte de sua existência.
Em janeiro de 1927 o PCB recuperou a legalidade, e formou-se o Bloco Operário, frente eleitoral que elegeu Azevedo Lima para a Câmara dos Deputados. Já em agosto, porém, o PCB voltava a ser ilegal. Buscando ampliar suas alianças, em dezembro o partido enviou seu secretário geral Astrojildo Pereira à Bolívia para conversar com Luís Carlos Prestes, o líder da Coluna Prestes que havia desafiado o governo e se encontrava exilado naquele país. Em outubro, o Bloco Operário Camponês (BOC), nova denominação do Bloco Operário, elegeu dois membros do PCB para o Conselho Municipal do Rio de Janeiro: Otávio Brandão e Minervino de Oliveira.
Em 1929, Prestes foi convidado a disputar a eleição presidencial do ano seguinte na legenda do BOC, mas não aceitou. Disposto a não apoiar os candidatos apresentados - Júlio Prestes, pela situação, e Getúlio Vargas, pela oposição -, o PCB lançou o nome do vereador carioca Minervino de Oliveira, que obteve uma votação inexpressiva. Em seguida o partido se negou a dar apoio à Revolução de 1930, por considerar o movimento uma simples luta entre grupos oligárquicos.
Nessa época teve início, sob o estímulo da Internacional Comunista, um processo de mudanças no PCB caracterizado pela crítica à política de alianças promovida nos anos anteriores, o que levou à dissolução do BOC e à substituição dos intelectuais que estavam na direção do partido por trabalhadores. Esse processo de "proletarização" foi responsável pela rejeição das iniciativas de Luís Carlos Prestes, que desde o início da década de 1930 buscava aproximar-se do partido. Convidado em 1931 a morar na União Soviética pelas autoridades daquele país, Prestes só seria aceito no PCB em 1934, quando sua filiação foi imposta ao partido pela direção da Internacional Comunista.
Em 1933, O PCB participou das eleições para a Assembléia Nacional Constituinte sob a legenda da União Operária e Camponesa, mas não conseguiu eleger nenhum de seus candidatos.
O avanço internacional do nazi-fascismo e de seu similar brasileiro, o integralismo, fez surgir, em 1935, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), da qual os comunistas participaram ao lado de outros setores de esquerda. Luís Carlos Prestes, agora membro do PCB, foi aclamado presidente de honra da organização, e seu nome era aplaudido em cada manifestação pública da ANL. Apesar disso, porém, Prestes só retornou da União Soviética em abril de 1935, e aqui chegando manteve-se na clandestinidade, já que trazia instruções da Internacional Comunista para promover um levante armado com o objetivo de instaurar um governo "popular, nacional e revolucionário" no país. No segundo semestre de 1935, após a decretação de sua ilegalidade pelo governo, a ANL perdeu seu poder de mobilização. A partir desse momento, começaram a ganhar espaço em seu interior os comunistas e alguns elementos oriundos do antigo movimento tenentista, que, sob a liderança de Luís Carlos Prestes, passaram a articular um levante armado para assumir o poder. O levante foi deflagrado em novembro, mas foi logo sufocado Aprofundou-se, então, o processo repressivo movido pelas autoridades governamentais e policiais contra os setores oposicionistas, que iria culminar com a instauração da ditadura do Estado Novo, em 1937.
Com a maioria de seus dirigentes presos, o PCB se desarticulou completamente durante o Estado Novo. Em fins de 1941, grupos isolados no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia empreenderam iniciativas no sentido da reorganização do partido. Foi formada, então, a Comissão Nacional de Organização Provisória (CNOP). Na prisão desde o início de 1936, Prestes mantinha seu prestígio como líder máximo do partido.
A partir de 1943, estimulados pela entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados, os comunistas começaram a discutir no interior do partido a proposta de união nacional em torno de Vargas, que acabou sendo aprovada pela Conferência da Mantiqueira, realizada em agosto. Nessa conferência, Prestes foi escolhido como novo secretário geral. Em 1945, com o avanço do processo de redemocratização do país, Prestes e outros dirigentes foram anistiados e passaram a apoiar o movimento "queremista", que defendia a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte com Vargas no poder.
Em outubro ainda de 1945 o PCB retornou à legalidade, obtendo seu registro eleitoral. O enorme prestígio desfrutado pela União Soviética após o fim da Segunda Guerra Mundial contribuiu para que o partido obtivesse expressivo crescimento. Nas eleições presidenciais realizadas em dezembro, o PCB lançou a candidatura do ex-prefeito de Petrópolis, Iedo Fiúza, que não pertencia aos seus quadros. Fiúza obteve 10% do total de votos. Votação semelhante recebeu a chapa do partido para a Assembléia Nacional Constituinte, tendo sido eleitos 14 deputados federais. No Distrito Federal, Prestes foi eleito senador com enorme votação. O bom desempenho do partido na capital federal seria confirmado nas eleições municipais de 1947, quando os comunistas conquistaram a maior bancada na Câmara Municipal.
A legalidade do PCB, porém, não duraria muito. Em abril de 1947, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou seu registro argumentando que o partido era um instrumento da intervenção soviética no país. No ano seguinte, os parlamentares eleitos pela legenda do PCB perderam seus mandatos. Começava assim um novo e longo período na clandestinidade.


Trechos da carta de Luís Carlos Prestes recusando-se a participar do movimento revolucionário, 1929. Buenos Aires. (CPDOC/PEB 1929.06.19)


Fonte: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/QuestaoSocial/PartidoComunista

domingo, 24 de março de 2013

2008

Recordar é viver...

Olha eu aí com alunos da 7ªG, no Américo Brasiliense, em 2008.

Bons tempos. Me sentia mais jovem e menos cansado.


A propósito da discussão que tivemos sobre aula dinâmica, no 9º ano.

Colheremos, o que hoje plantamos... 

O texto de Rosely Sayão nos propõe uma reflexão ampliada sobre uma situação que cada vez mais incomoda a nós, professores velhos.

Jardinzinho universitário


Tive uma longa e interessante conversa com um professor universitário que há mais de 15 anos vem lecionando para os anos iniciais de diversos cursos de graduação. Ele me procurou para trocar ideias a respeito de seu trabalho porque anda atormentado com uma questão. Ultimamente, diz o professor, não se sente mais preparado para continuar a dar aulas em universidades.

Aceitei de bom grado o convite dele porque acho que quem reflete sobre o próprio trabalho em qualquer área profissional, especialmente na educacional, uma hora ou outra acaba por sentir-se dessa maneira. E é isso que possibilita novas buscas, estimulando aquilo que chamamos de formação continuada.

As questões que ele trouxe são conhecidas de muitos professores de nível superior. Nos últimos anos, os calouros têm chegado cada vez mais diferentes, se comparados aos de outros tempos. O comportamento é mais adolescente e inconsequente, menos comprometido com os estudos, mais ruidoso, mais festivo. O professor disse estar atônito com suas turmas e já não sabe como proceder. Ele tentou algumas estratégias, mas elas fracassaram. Dou um exemplo: abriu uma discussão com uma sala para buscar saber os motivos de tanta dispersão em aula. O máximo que o professor conseguiu foi um pedido para que ele fosse mais autoritário com os estudantes, tirasse de sala alguns alunos para dar o exemplo e desse aulas mais motivadoras.

Cito outra situação que deixou o professor perplexo. Em sua primeira aula do semestre, apresentou o curso sob sua responsabilidade, deu a bibliografia a ser usada, fez uma apresentação sucinta dos conceitos que seriam estudados e pesquisados e levantou algumas perguntas que serviriam como um norte para o curso. Ao final de sua fala, solicitou a participação dos alunos para comentários, dúvidas, etc. De imediato um aluno pediu a palavra e ele, silenciosamente, comemorou o fato. Ocorre que o aluno queria saber apenas se deveria anotar tudo o que ele falava ou não...

Tal como esse professor, muitos outros docentes devem sentir-se da mesma maneira: cheios de dúvidas, inseguranças, desalentos. Isso significa que as instituições de terceiro grau devem assumir seu papel na questão. Não podemos ignorar que o mundo mudou muito e que, agora, o comportamento adolescente começa cada vez mais cedo e está sem prazo para terminar. Também não precisamos nos conformar com o fato: podemos traçar projetos de trabalho, discutir e refletir a esse respeito. Os docentes não devem enfrentar de modo solitário as novas questões que os alunos trazem. É preciso estabelecer alguns princípios de trabalho que possam colaborar para a precipitação desses jovens à maturidade.

As instituições universitárias devem enfrentar a questão de forma coletiva. Mas é bom salientar que chamar os pais dos calouros para reuniões só estimula o comportamento infantilizado dos estudantes universitários. Também a escola básica precisa fazer a sua parte aqui, discutindo sobre como tem contribuído para solidificar esse quadro. Falamos muito de autonomia nos anos iniciais da educação infantil e formamos, ao final do ensino médio, jovens dependentes e carentes de compromisso com sua vida escolar. Onde estão os equívocos nesse processo?

Há muito tempo que a escola, em todos os seus níveis, deixou de ser a instituição responsável pela transmissão dos saberes; muitas outras instituições fazem isso. O papel de formação tem sido, cada vez mais, fundamental. Temos respondido a contento a essa demanda?

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio", na Folha de S. Paulo.

Tarefa 7º ano (Fundação Santo André)

Capítulo 1

HISTÓRIA DOS LUGARES

Fotos, desenhos, músicas, filmes, textos, a própria memória das pessoas, todas essas são formas de registro da história dos lugares e das transformações que ocorrem neles, ao longo da história.

A tarefa a seguir deve ser feita no caderno:

1. Observe e analise as imagens:


(I) Acima, vemos a Rua São Bento, no centro de São Paulo, em 1862. (Foto de Militão A. Azevedo).



(II) A mesma Rua São Bento, em 2006. (autor desconhecido)


a) O que evidentemente permaneceu, quase sem alteração, nessa paisagem paulistana?

b) E o que mudou?

c) Na foto de Militão Azevedo, as três pessoas que aparecem no primeiro plano estão olhando para câmera. Qual seria a razão disso?

d) É provável que a segunda tenha sido tirada num dia útil ou num domingo?

2. Veja a foto e leia o texto abaixo. Depois, responda às questões:

A economia cafeeira no Brasil


Avenida Paulista, em 1950. Foto de Alois Feichtemberg / Museu Paulista - USP
[...] Historicamente, o café chegou ao Brasil em 1727, sendo plantada as primeiras mudas no Pará. Plantado em terras paraenses, até os primeiros anos do século XIX, o café não representou nada de muito importante para a economia do país, sendo produzido mais para o consumo doméstico de seus plantadores.
Embora a cultura do café tenha se iniciado no Norte, foi no Sudeste que ocorreu seu grande desenvolvimento, encontrando, na região, excelentes condições para o seu cultivo.
Na década de 30 do século XIX o café já era o principal produto de exportação do Brasil. No entanto, até por volta da primeira metade do século XIX, a economia cafeeira ainda conservava as características básicas do sistema plantation.
Na segunda metade do século XIX, sobretudo a partir de 1860-1870, a cafeicultura passou por profundas transformações que afetaram não apenas o setor cafeeiro, mas também a própria sociedade brasileira como um todo.
A lavoura cafeeira alterou ainda o aspecto social, ao introduzir a mão-de-obra imigrante, a expansão das ferrovias, a progressiva modernização da produção cafeeira, o desenvolvimento da indústria. [...]
Os barões do café de São Paulo tornaram-se a elite social do país. Possuidores de imensas fortunas e classificados como representantes da última aristocracia brasileira, foram, ao lado dos militares, os responsáveis pela queda da monarquia e pela proclamação da República.
Fonte: MEIRA, Antonio Carlos. Brasil: recuperando a nossa história. São Paulo: FTD, 1998. COELHO, Marcos de Amorim. Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 1996.

a) Pesquise e responda: o que é plantation?
b) O que fez com que grandes levas de imigrantes começassem a chegar ao Brasil, a partir da segunda metade do século XIX?
c) O que a fotografia mostra que tem a ver com o texto?

Tarefa 6º ano (Fundação Santo André e Cláudio Manoel da Costa)

A ideia é construir a maquete da sala de aula.


"A maquete serve de base para explorar a projeção do espaço vivido para o espaço representado." 
(Rosângela D. Almeida e Elza Y. Passini)


Siga como referência o vídeo abaixo, produzido por alunas do 4º semestre do curso de Pedagogia da UFSCar, na disciplina de Metodologia e Prática do Ensino de História e Geografia

Para o desenvolvimento do trabalho, inicie pela observação de sua sala de aula, liste os objetos e a posição deles no ambiente, depois elabore um desenho prévio, que servirá como planta para a construção da maquete. Avalie no seu grupo quais materiais podem ser utilizados nessa atividade, separe-os e mãos à obra.